segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Será que o Brasil está educado?

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Todos sabem que a educação é essencial não somente para as pessoas cresceram e a adquirirem novas e boas perspectivas de vida, mas também para o progresso de qualquer sociedade que preze pela sua população, no sentido de cada indivíduo levar consigo, igualitariamente, os proveitos para seu crescimento pessoal e social. No entanto, setores que deveriam servir de base para este avanço não funcionam corretamente – pelo menos não para muitos.
Educação e cidadania são duas características que deveriam ser levada a sério para o desenvolvimento de um país. Algumas atitudes nem sempre são adotadas em meio à presença de uma política com ética, que deixa um país, mesmo com grandes riquezas, incapaz de transformar tanta injustiça em uma vida feliz e justa, real finalidade de política ética. 
É claro que a verdadeira educação vem de casa, enquanto a (boa) educação acadêmica instrui o indivíduo para torná-lo um cidadão cada vez melhor em diversos modos. No entanto a imensa quantidade de professores que abandonam a sala de aula, a péssima infraestrutura, o baixo salário – às vezes muito abaixo do piso – e o mau comportamento de alguns alunos são algumas das problemáticas enfrentadas pelo sistema educacional brasileiro, principalmente no setor público. A formação muito precária, tanto do docente quanto do discente, torna baixo os índices da educação no Brasil. Alunos chegam ao ensino médio sem se quer interpretar um texto corretamente ou apresentam dificuldades em outras matérias, como matemática.
São notórias as dificuldades e as barreiras enfrentadas na educação brasileira e a parcela de culpa dessa defasagem é do governo, pela falta de investimento e preocupação ao longo dos últimos anos. Principalmente nas camadas mais pobres da sociedade em que não se obtém muitas facilidades para uma aprendizagem de qualidade. O  que diria Paulo Freire? Em sua pedagogia da libertação, o grande educador de renome apregoa que a necessidade de se combater as diferenças sociais é essencial para que todos progridam na vida, afim de futuramente se formar indivíduos mais capazes e preparados para se exercer suas profissões, qualquer que seja. 
O que será das gerações futuras é uma incógnita, se nada for feito para melhorar todos esses pontos. Esperar que apareça um novo Paulo Freire talvez seja uma solução demorada e a nossa sociedade poderá está em um caos maior nessa inércia de esperar. Como disse Freire: “Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Sarau poético e exposição de pintores maranhenses em homenagem aos 406 anos de São Luís

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Embaixo da esquerda para a direita o cantor Guilherme Guimas,  e na poesia Rafaela Rocha, Ricardo Miranda Filho, Líssia Maria Costa, Keila Rackel Tavares, Niade Baima.
Em cima estão os pintores participantes juntamente com José Viegas, Cléo Rolim e Megan Shakti da Livraria e Espaço Cultural AMEI.

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Ricardo Miranda Filho declamando Canção do (D) Exílio, do escritor maranhense Nauro Machado, e seu soneto Nads suporta.


Aconteceu ontem (10/09/2018) o Sarau Poético com a nova geração de poetas maranhenses na Livraria AMEI (Associação Maranhense de escritores independentes) em homenagem aos 406 anos da cidade de São luís.  O evento contou com os poetas Keila Rackel Tavares, Líssia Maria Costa, Niade Baima, Rafaela Rocha e Ricardo Miranda Filho na Abertura da "Exposição de Pinturas nossa São Luis 406 anos", no Espaço Cultural AMEI, no São Luís Shopping. AS pinturas ficarão expostas até dia 30 de setembro.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Resenha: O Menino do Pijama Listrado, de John Boyne


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BOYNE, John. O menino do pijama listrado. Tradução de Augusto Pacheco Calil. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

A literatura promove sempre uma relação entre a obra e seu ambiente social que, de acordo com seu contexto e época, demonstra diversos comportamentos que condicionam as atitudes dos indivíduos. Percebe-se que este vínculo entre e ambiente ocorre de diferentes maneiras os aspectos da realidade, cujo valor é retratado de acordo com a força que se utiliza para se criticar determinado assunto.
Certa vez, Georg Lukács questionou: “O elemento histórico-social possui, em si mesmo, significado para a estrutura social, e em que medida?” A história é pródiga de assuntos que influenciam a literatura por meio de elementos que variam de acordo com a época, a contexto e movimento literário, portanto que as medidas utilizas variam de acordo os aspectos e valores escolhidos para se escrever uma obra sobre dado assunto.
Resultado de imagem para O menino do Pijama ListradoO romance O menino do pijama listrado, do escritor John Boyne, evidencia como a história pode servir de base para a literatura. O enredo conta a vida do menino Bruno que, com 8 anos de idade, se vê obrigado a deixar sua casa para morar em um lugar diferente e perto de um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Bruno desconhece qualquer informação sobre este evento e sobre a perseguição contra os judeus que sofreram demais na época. Além disso, Bruno ainda desconhece do envolvimento do seu pai – comandante de um grupo do exército - durante a guerra e apenas recebe a ideia de que o pai está fazendo o bem para seu país, de acordo com a fala do pai.
A partir daí, em meio a um tédio dentro da casa, Bruno se vê obrigado a sair de casa para procurar diversão e acaba conhecendo um grupo de pessoas judias que usam pijamas listrados e vivem dentro de uma área fechada com uma cerca enorme de arame, que era vista da janela do quarto de Bruno. Ele acaba criando amizade com um garoto Shmuel e, sem entender o porquê de os judeus serem tratados como eram e de acordo com as conversas quase que diárias, Bruno vai conhecendo aos poucos o que está acontecendo ao seu redor.
Com uma leitura bem leve e bem formulada, O Menino do Pijama Listrado nos cede a moral que uma boa amizade pode nos dar apesar de as circunstâncias da Guerra serem terríveis na época tratada no romance, o que não impediu que a amizade em Bruno e Shmuel crescesse cada vez mesmo com grandes diferenças e a inocências de ambos os garotos que têm um fim inimaginável.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Resenha: A espada de Dragão (volume 1), de Daniel M. Serrão

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Resultado de imagem para a espada do dragão vol 1 d. serrãoAo se ler uma obra literária, pode-se notar diversos elementos que contribuem para entendermos a estrutura e o teor das ideias que desenvolvem a validade e o valor desta obra. A partir daí, a perspectiva do leitor tende a tornar mais positivo o enredo por diversos pontos, principalmente quando a obra diz além do que está escrito e descrito em suas entrelinhas.
Deste modo, o romance A espada de dragão, do Escritor Daniel Serrão, pretende estabelecer um viés filosófico ao construir o enredo de sua obra. O livro conta a história de Allan e Sophia que caem em uma dimensão paralela – o que me fez lembrar do mito da caverna descrito por Platão - em que habitavam diversas criaturas que mais pareciam ter saído de contos de fadas, desde de bruxas até dragões. Além disso, a história conta sobre diversas que pedras, cada uma com sua finalidade na magia, no entanto aproximam-se do bem ou do mal.
Daniel M. Serrão é natural da Belém, Pará, e chegou a graduar-se em Filosofia pela UFPA, o que facilitou a escrever a obra. Quem desejar comprar, o livro está a venda no site da Amazon.

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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Pensamento cultural brasileiro na década de 60


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É importante verificar o pensamento cultural brasileiro durante os anos 1960 a partir das propostas e limites que o ponto de vista engajado dessa época pôs para a produção cultural em geral e a literária em particular.
Entre 1964 e 1985 o Brasil vivenciou a Ditadura militar que colocou em prática diversas leis contra a população, fazendo-a passar por uma política antidemocrática através de atos institucionais que não se baseavam nos direitos constitucionais e apoiavam a censura e a perseguição política – principalmente contra os que eram contra o atual governo. A Ditadura militar no Brasil ocorreu após o Golpe dado pela Força Armada brasileira que derrubou o governo constitucional de João Goulart e se apoiava em vários regimes da América Latina, na qual havia a justificativa de os militares serem os mais preparados para garantir a segurança nacional. De encontro aos ideais de estudantes e trabalhadores – que ganhavam mais espaço -, o golpe foi dado para evitar que estes pudessem ter mais espaço no cenário político. Para efetivar mais ainda esse aspecto, foi criado o Ato Constitucional 1, que proibia a eleição direta para presidente e, portanto, derrubava a democracia no país.
Apesar desse intenso panorama político, a produção artística brasileira passou por grandes mudanças com o surgimento da arte engajada, da tropicália, do cinema novo e marginal, cujas raízes propiciaram para a formação de uma indústria cultural baseada na busca de uma identidade nacional – para resultar em uma linha artística madura -, principalmente após o surgimento do concretismo que utilizava de uma linguagem universal e não se limitava a contextos internos e à emotividade e passividade.
Paradoxalmente havia um conflito em se definir o que tornava o cenário cultural do Brasil com maior foca para torná-lo próprio de um povo, de uma sociedade. Logo colidiam-se dois ideais para formação de uma cultura própria: a ideia de cultura – alta crítica e o entretenimento – ideia de mercado. À mercê disso, houve um cultivo enorme de ambos os lados, mas em sua maioria de pessoas ligadas à arte engajada, influenciadas pelo Concretismo e pela Semana de Arte Moderna, que passava a renovar o uso da linguagem, a experimentar uma liberdade criadora com o intuito de romper a linha com o passado cultural brasileiro.
A cultura e a política da década de 60 propiciaram uma reformulação do que poderia ser considerada identidade própria em um país onde emergia ideais artísticos de esquerda que tentavam resolver o problema central e político do povo brasileiro: romper com o subdesenvolvimento.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O Menino do Pijama Listrado: Clube do Livro do Suplemento Literário

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O livro "O menino do pijama listrado" será discutido no Clube do livro online do Suplemento Literário no dia 4 de setembro a partir das 20h. 

SINOPSE DO LIVRO


"Alemanha, Segunda Guerra Mundial. O menino Bruno, de 8 anos, é filho de um oficial nazista Que assume um cargo importante em um campo de concentração. Sem saber realmente o que seu pai faz, ele deixa Berlim e se muda com ele e a mãe para uma área isolada, onde não há muito o que fazer para uma criança com a idade dele. Os problemas começam quando ele decide explorar o local e acaba conhecendo Shmuel, um garoto de idade parecida, que vive usando um pijama listrado e está sempre do outro lado de uma cerca eletrificada. A amizade cresce entre os dois e Bruno passa, cada vez mais, a visitá-lo, tornando essa relação mais perigosa do que eles imaginam."

Link do Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/invite/HpHYdsXdHjvJNbeMpiq6bw

sábado, 25 de agosto de 2018

Resenha: Surpreendente, de Maurício Gomyde

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(GOMYDE, Maurício. Surpreendente! 1 ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2015)


Muitas vezes a literatura nos apresenta um modo para apresentar elementos da sociedade a fim de usá-los para avaliar os costumes sociais de determinada época e sociedade. O valor do que é literário varia de acordo com a intensidade do livro os moldes apresentados no âmbito literário, além de verificarmos as diferentes perspectivas de cada escritor. Podemos argumentar- neste sentido, que o que a literatura pode nos entregar são diferentes pontos de vistas acercar do mesmo assunto, no entanto com diferentes pontos de vistas que se modificam ao longo do tempo e, consequentemente, em cada escola e críticas literárias.

Podemos perceber que a cada nova geração criam-se novos modos de escrever e descrever os mesmos assuntos, e é de forma surpreendente que o escritor Maurício Gomyde escreveu seu livro Surpeendente!, um livro com uma leitura leve e aprazível que faz você quer saber logo o final da história. O enredo conta a vida do jovem Pedro Diniz que, apesar de ser diagnosticado desde novo com uma cegueira degenerativa, aceita o desafio de lançar seu filme e concorrer a um dos principais prêmios cinematográficos. Além disso, Pedro trabalha em uma locadora de DVDs na periferia de São Paulo onde lançou o projeto Cineclube a fim de mostrar clássicos do cinema. E é nesse clube que Pedro conhece a jovem e ruiva Cristal por qual se apaixona desde o primeiro dia em que pôs os olhos nela.

Por ser um garoto totalmente idealista – Pedro é descrito no livro como um “homem que enxerga mais longe no mundo” (p.264) -, ele realiza uma viagem até Pirenópolis, Goiás, com Cristal e seus amigos mais próximos Fit e Mayla com o objetivo de atingir seu sonho de concorrer ao grande prêmio mais almejado no cinema. No entanto o roteiro planejado por Pedro foge do rumo, e alguns segredos escondidos sobre sua vida vêm à tona, deixando-o atordoado.

Presente na capa do livro Surpreendente!, o olho turco representa literalmente o que Maurício Gomyde quis representar com seu enredo: comprovar  como a literatura pode nos levar a um autoconhecimento quando nos deparamos com os problemas da vida e como podemos superá-los apesar das dificuldades. Podemos dizer que vale a pena a leitura do livro quando o escritor descreve um enredo de modo perfeito e literalmente surpreendente, como o livro de Maurício Gomyde. 


Eu e Maurício Gomyde no lançamento do seu mais novo livro "Todo o tempo do mundo" na Bienal de São Paulo de 2018. Quem foi a Bienal pôde comprar o Surpreendente! no estande da Intrínseca a um preço muito bom: apenas R$5,00.