segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Palestra: BEBIA MAIS QUE UM GAMBÁ.- sobre a doença de LIMA BARRETO

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Palestra: BEBIA MAIS QUE UM GAMBÁ.- sobre a doença de LIMA BARRETO e de sua relação com a obra.
Palestrante Anax de Lima. 
Data: 24 de outubro de 2018 
Hora: 19h - 21h 
Local: Livraria e Espaço Cultural AMEI, no São Luís Shopping.

Site: 
https://www.facebook.com/events/311013643027627/
https://www.ameimais.org/

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Entrevista com o escritor Diogo Rufatto


1.   Fale um pouco sobre você. Quais são seus projetos já lançados e quais os próximos lançamentos?

Meu nome completo é Diogo da Costa Rufatto, nasci em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, no dia 16 de outubro de 1989, ano da queda do muro de Berlim. Gosto de ressaltar essa informação porque ainda nasci num mundo dividido, mas logo depois a barreira caiu. Penso que o ofício de escritor pode ser uma marreta dessas que derrubam muros, o que está se mostrando cada vez mais importante na atualidade. Sou graduado em Letras pela Universidade de Passo Fundo e pós-graduado em Tradução do Inglês pela Universidade Estácio de Sá. Moro em Belo Horizonte, Minas Gerais, desde 2011 e trabalho como revisor de textos, tradutor e intérprete.
Lancei dois livretos de poesia pela Impressões de Minas Editora/Selo Leme: Do pó (2016) e sua sátira, Do pau (2017). Também lancei um livro de contos chamado O livro fúcsia – da linguagem tripartida (2017) pela Editora Urutau. Não tenho nenhum lançamento programado, mas já tenho algumas coisas prontas, como um livro infantil em processo de ilustração e um livro de poesia que enviei para concurso.


2.    Em que hora do dia você sente que trabalha melhor? Você tem algum ritual de preparação para a escrita?
Como eu trabalho como freelancer e com a escrita o tempo inteiro, não tenho hora nem dia para me dedicar aos meus projetos autorais. Acaba sendo quando sobre tempo ou quando a necessidade de escrever é mais forte que a de ganhar dinheiro.
Gosto muito de escrever no fim da noite/início da madrugada, quando parece que a vida silencia e eu sei que o celular não vai apitar nem vou receber nenhum email com algum projeto urgente. O problema é que às vezes a cabeça fica tão agitada que durmo mal e fico bastante cansado no outro dia.

3.    Você escreve um pouco todos os dias ou em períodos concentrados? Você tem uma meta de escrita diária?
Como disse na pergunta anterior, escrevo todos os dias no sentido de que trabalho com a escrita, mas dos outros. A minha escrita, autoral, não tem método nem rigor. Não tenho metas de escrita diárias. A única meta de escrita que me impus até agora foi de páginas de um livro em que estou trabalhando.

4.  Como é o seu processo de escrita? Uma vez que você compilou notas suficientes, é difícil começar? Como você se move da pesquisa para a escrita?
Meu processo é muito mental. Fico pensando no texto durante dias, semanas, até meses sem tomar nenhuma nota. De repente, a coisa começa a jorrar no teclado. Quase nunca escrevo à mão, uma das coisas que me move é o som que os dedos provocam nas teclas. Mas é esse processo constantemente interrompido. Às vezes escrevo páginas e páginas em um ou dois dias, às vezes fico vários dias sem escrever nada. Acho que minha escrita é bastante intuitiva. Inclusive, meus textos demoram a ficar prontos. Sempre interrompo por um tempo, deixo de molho, passo para outro, depois volto, retomo, reescrevo. Demorei 7 anos para terminar de escrever um livro com 3 contos.

5.    De onde vêm suas ideias? Há um conjunto de hábitos que você cultiva para se manter criativo?
Não sei de onde minhas ideias vêm, acho que do que me alimento, ou seja, das narrativas que me atravessam todos os dias. Pode ser pelos livros que leio, pelas séries e filmes a que assisto ou por alguma coisa que me aconteceu no dia, algo que alguém me falou, algo que vi, que escutei no ônibus, na padaria, coisas assim. Não tenho nenhum conjunto de hábitos para me manter criativo.

6.    O que você acha que mudou no seu processo de escrita ao longo dos anos? O que você diria a si mesmo se pudesse voltar aos seus primeiros escritos?
Mudou o medo. Os primeiros textos eram muito difíceis no sentido de eu não aceitar muito bem que aquilo que eu estava fazendo era literatura e que alguém poderia querer ler. Hoje eu já escrevo pensando que alguém vai ler. Algo que eu diria para o Diogo dos primeiros escritos é escreva, você pode.

7.    Você precisa de um ambiente em particular para escrever?
Gosto de estar sozinho e de escrever no computador, com um teclado que me permita agilidade. Mas não é uma regra. Quando estou na rua e tenho uma ideia, mando para mim mesmo por email pelo celular ou anoto em algum papel, se tiver.

8.    Algum autor influenciou você mais do que outros? Quem são seus escritores favoritos?
Sem sombra de dúvidas a autora que mais me influenciou foi Hilda Hilst. O livro fúcsia é uma homenagem minha à forma como os escritos dela me atravessaram. O projeto que mencionei acima é uma reação minha aos textos de João Gilberto Noll.

9.    Que conselhos você daria a um jovem escritor?
O único possível: escreva. E acrescento: mostre seus textos para alguém que possa criticá-los. Não no sentido de falar mal, no sentido de fazer uma leitura crítica. Por isso não vale mãe, pai, irmão, amigo, etc. Mostre para alguém capacitado a fazer uma leitura e apontar as falhas, pois é assim que um escritor cresce. E participe de oficinas. Eu participo de um ateliê de escrita semanal, um projeto chamado Estratégias Narrativas, as trocas são magníficas!

10.  Que projeto profissional e literário você gostaria de fazer, mas ainda não começou? 
São dois já timidamente começados. O primeiro é escrever para teatro e o segundo é oferecer uma oficina de escrita criativa.

11.  Se você não fosse um escritor e pudesse escolher qualquer emprego, profissão ou carreira, o que você faria e por quê?
Não sei. Tenho formação para ser professor, mas acabei ficando sempre no viés do trabalho com o texto ou com a língua. Talvez eu fosse um bom bibliotecário, sei lá!

12.  Deixe aqui seus contatos.
Posso ser encontrado no Facebook, Instagram, Twitter, este eu não uso já faz muito tempo...
Seguem links para uma entrevista comigo e uma amiga:

e para os livros:



sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Resenha: O Menino no alto da montanha, de John Boyne

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BOYNE, John. O menino no alto da montanha.Tradução Henrique de Breia e Szolnoky. 1ª ed. São Paulo: Seguinte, 2016.



Quem gosta de história sempre procura alguma literatura que aborde este conteúdo da melhor forma possível. Em meu segundo contato com a obra de John Boyne (o primeiro foi O menino do pijama listrado), o romance O menino no alto da montanha exemplifica perfeita como ocorria a propaganda nazista durante a Segunda Guerra Mundial e como era a dor de quem sofria com as mazelas impostas a alguns povos, como os judeus.
Eis o enredo de O menino do alto da montanha:

Quando fica órfão, Pierrot é obrigado a deixar sua casa em Paris para recomeçar a vida com sua tia Beatrix, governanta d e uma mansão no alto das montanhas alemãs. Porém, essa não é uma época qualquer: estamos em 1936, e a Segunda Guerra Mundial se aproxima. E essa tampouco é uma casa qualquer - seu dono é Aldof Hitler. Logo é Pierrot se torna um dos protegidos do Führer e se junta à Juventude Alemã. Mas o novo mundo que se abre ao garoto fica cada vez mais perigoso, repleto de medo, segredos e traição.

A leitura do romance é ótima e flui muito bem mesmo que se trate de um tema muito sério. Durante todo o enredo podemos verificar que a situação pela qual os judeus passavam, com muito sofrimento. A partir daí, devido a pequena idade, Pierrot não entende o que acontece à sua volta, não liga sobre quem é quem, tendo inclusive um amigo judeu chamado Anshel em Paris antes de se mudar para Alemanha.
A história se passa até parte da vida adulta de Pierrot. Durante essa fase transitória, podemos perceber as grandes mudanças de comportamento que Pierrot ao sofrer influência preconceituosa de Adolf Hitler que coloca o garoto à frente da Juventude Alemã que visava treinar adolescentes que tinham ideologia nazista. Assim, a própria tia não o reconhece como aquele garoto que vivia em Paris:

"- Olhe para mim, Pieter. olhe para mim. Ela levantou os olhos cheios de lágrimas: - Não finja que não sabia o que estava acontecendo aqui."

Com consciência de seus atos e ao entrar na vida adulta, Pierrot começa a perceber suas mudanças e tenta reparar o mínimo possível seus atos. A meu ver, Pierrot pode ser tratado com uma vítima por não entender o que acontecia na sua época e ter sofrido influências erradas durante a sua formação enquanto pessoa. Entendo que O menino no alto da montanha é um exemplo na literatura que aborda bem a temática proposta, além de ser um livro muito bem escrito e uma ótima leitura.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Será que o Brasil está educado?

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Todos sabem que a educação é essencial não somente para as pessoas cresceram e a adquirirem novas e boas perspectivas de vida, mas também para o progresso de qualquer sociedade que preze pela sua população, no sentido de cada indivíduo levar consigo, igualitariamente, os proveitos para seu crescimento pessoal e social. No entanto, setores que deveriam servir de base para este avanço não funcionam corretamente – pelo menos não para muitos.
Educação e cidadania são duas características que deveriam ser levada a sério para o desenvolvimento de um país. Algumas atitudes nem sempre são adotadas em meio à presença de uma política com ética, que deixa um país, mesmo com grandes riquezas, incapaz de transformar tanta injustiça em uma vida feliz e justa, real finalidade de política ética. 
É claro que a verdadeira educação vem de casa, enquanto a (boa) educação acadêmica instrui o indivíduo para torná-lo um cidadão cada vez melhor em diversos modos. No entanto a imensa quantidade de professores que abandonam a sala de aula, a péssima infraestrutura, o baixo salário – às vezes muito abaixo do piso – e o mau comportamento de alguns alunos são algumas das problemáticas enfrentadas pelo sistema educacional brasileiro, principalmente no setor público. A formação muito precária, tanto do docente quanto do discente, torna baixo os índices da educação no Brasil. Alunos chegam ao ensino médio sem se quer interpretar um texto corretamente ou apresentam dificuldades em outras matérias, como matemática.
São notórias as dificuldades e as barreiras enfrentadas na educação brasileira e a parcela de culpa dessa defasagem é do governo, pela falta de investimento e preocupação ao longo dos últimos anos. Principalmente nas camadas mais pobres da sociedade em que não se obtém muitas facilidades para uma aprendizagem de qualidade. O  que diria Paulo Freire? Em sua pedagogia da libertação, o grande educador de renome apregoa que a necessidade de se combater as diferenças sociais é essencial para que todos progridam na vida, afim de futuramente se formar indivíduos mais capazes e preparados para se exercer suas profissões, qualquer que seja. 
O que será das gerações futuras é uma incógnita, se nada for feito para melhorar todos esses pontos. Esperar que apareça um novo Paulo Freire talvez seja uma solução demorada e a nossa sociedade poderá está em um caos maior nessa inércia de esperar. Como disse Freire: “Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Sarau poético e exposição de pintores maranhenses em homenagem aos 406 anos de São Luís

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Embaixo da esquerda para a direita o cantor Guilherme Guimas,  e na poesia Rafaela Rocha, Ricardo Miranda Filho, Líssia Maria Costa, Keila Rackel Tavares, Niade Baima.
Em cima estão os pintores participantes juntamente com José Viegas, Cléo Rolim e Megan Shakti da Livraria e Espaço Cultural AMEI.

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Ricardo Miranda Filho declamando Canção do (D) Exílio, do escritor maranhense Nauro Machado, e seu soneto Nads suporta.


Aconteceu ontem (10/09/2018) o Sarau Poético com a nova geração de poetas maranhenses na Livraria AMEI (Associação Maranhense de escritores independentes) em homenagem aos 406 anos da cidade de São luís.  O evento contou com os poetas Keila Rackel Tavares, Líssia Maria Costa, Niade Baima, Rafaela Rocha e Ricardo Miranda Filho na Abertura da "Exposição de Pinturas nossa São Luis 406 anos", no Espaço Cultural AMEI, no São Luís Shopping. AS pinturas ficarão expostas até dia 30 de setembro.

WHATSAPP POETAS MARANHENSES
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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Resenha: O Menino do Pijama Listrado, de John Boyne


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BOYNE, John. O menino do pijama listrado. Tradução de Augusto Pacheco Calil. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

A literatura promove sempre uma relação entre a obra e seu ambiente social que, de acordo com seu contexto e época, demonstra diversos comportamentos que condicionam as atitudes dos indivíduos. Percebe-se que este vínculo entre e ambiente ocorre de diferentes maneiras os aspectos da realidade, cujo valor é retratado de acordo com a força que se utiliza para se criticar determinado assunto.
Certa vez, Georg Lukács questionou: “O elemento histórico-social possui, em si mesmo, significado para a estrutura social, e em que medida?” A história é pródiga de assuntos que influenciam a literatura por meio de elementos que variam de acordo com a época, a contexto e movimento literário, portanto que as medidas utilizas variam de acordo os aspectos e valores escolhidos para se escrever uma obra sobre dado assunto.
Resultado de imagem para O menino do Pijama ListradoO romance O menino do pijama listrado, do escritor John Boyne, evidencia como a história pode servir de base para a literatura. O enredo conta a vida do menino Bruno que, com 8 anos de idade, se vê obrigado a deixar sua casa para morar em um lugar diferente e perto de um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Bruno desconhece qualquer informação sobre este evento e sobre a perseguição contra os judeus que sofreram demais na época. Além disso, Bruno ainda desconhece do envolvimento do seu pai – comandante de um grupo do exército - durante a guerra e apenas recebe a ideia de que o pai está fazendo o bem para seu país, de acordo com a fala do pai.
A partir daí, em meio a um tédio dentro da casa, Bruno se vê obrigado a sair de casa para procurar diversão e acaba conhecendo um grupo de pessoas judias que usam pijamas listrados e vivem dentro de uma área fechada com uma cerca enorme de arame, que era vista da janela do quarto de Bruno. Ele acaba criando amizade com um garoto Shmuel e, sem entender o porquê de os judeus serem tratados como eram e de acordo com as conversas quase que diárias, Bruno vai conhecendo aos poucos o que está acontecendo ao seu redor.
Com uma leitura bem leve e bem formulada, O Menino do Pijama Listrado nos cede a moral que uma boa amizade pode nos dar apesar de as circunstâncias da Guerra serem terríveis na época tratada no romance, o que não impediu que a amizade em Bruno e Shmuel crescesse cada vez mesmo com grandes diferenças e a inocências de ambos os garotos que têm um fim inimaginável.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Resenha: A espada de Dragão (volume 1), de Daniel M. Serrão

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Resultado de imagem para a espada do dragão vol 1 d. serrãoAo se ler uma obra literária, pode-se notar diversos elementos que contribuem para entendermos a estrutura e o teor das ideias que desenvolvem a validade e o valor desta obra. A partir daí, a perspectiva do leitor tende a tornar mais positivo o enredo por diversos pontos, principalmente quando a obra diz além do que está escrito e descrito em suas entrelinhas.
Deste modo, o romance A espada de dragão, do Escritor Daniel Serrão, pretende estabelecer um viés filosófico ao construir o enredo de sua obra. O livro conta a história de Allan e Sophia que caem em uma dimensão paralela – o que me fez lembrar do mito da caverna descrito por Platão - em que habitavam diversas criaturas que mais pareciam ter saído de contos de fadas, desde de bruxas até dragões. Além disso, a história conta sobre diversas que pedras, cada uma com sua finalidade na magia, no entanto aproximam-se do bem ou do mal.
Daniel M. Serrão é natural da Belém, Pará, e chegou a graduar-se em Filosofia pela UFPA, o que facilitou a escrever a obra. Quem desejar comprar, o livro está a venda no site da Amazon.

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