segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Literatura: algumas posições

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É difícil apor um balanço geral sobre algum tipo de teoria que discorra a respeito de qualquer questão sobre ela. Afinal, a realidade aparece de vários modos em circunstâncias diferenciadas, mesmo através de mecanismos de estruturação semelhantes, cujo desenvolvimento é absorvido para essa proposição, delineada pela forma e conteúdo do conjunto de caracteres que a constitui.
Quando se tenta perpetrar uma definição a respeito de literatura, ocorre uma famigerada discussão sobre que argumentos a teorizam. Nem sempre o que pensamos ser obra literária é algo que procede neste âmbito. É notória a inclusão de Shakespeare, Webester, Marel e Milton na literatura inglesa do século XVII, mas não Benthan, Marx e Darwin; como também ocorre nos escritos franceses do mesmo século, que vão desde Corneille, Bossuete, Boileau e com a filosofia de Descartes e Pascal.
A formação de conhecimentos literários é, de praxe, ligada a uma prática pela qual vai se construir através de conceitos, não hipotéticos, mas sim teóricos em que a literatura se baseia para a edificação de sua história, crítica e pesquisa; o que ocorria desde a época clássica quando Platão definia as obras literárias, ao afirmar que eram constituídas por meio da transcrição dos pensamentos do poeta, ou seja, este era apenas um imitador da realidade; ao contrário do que pensava Aristóteles: ao escrever Poética, dava mais valor aos critérios conteudísticos, em que estavam presentes os temas dramático e ficcional da prosa, rejeitando a poesia (lírica, satírica, narrativa, dramática, etc.).
Percebe-se, assim, uma literatura descritiva (estética), já que é ligada aos conceitos de belo e valor; é também moderna e, ao mesmo tempo, epistemológica, o que ajuda a compor um conhecimento científico por ser tanto analítica e tópica, pois seu objeto de estudo (o debate sobre a literatura, sua pesquisa e crítica) é questionado de maneira metacrítica, o que discute de maneira meticulosa a ideologia a fim de firmar uma prática dentro de uma verdade transigente onde não estaria este modo ideológico de propor a literatura, uma vez que esta deveria propor um teor fora do senso comum. Encontra-se, deste modo, contornos marxistas que, como argumenta Marilena Chauí, “não separa a produção de ideias e as condições sociais e históricas nas quais são produzidas”; misturaria apenas a prática junto com uma calúnia, descartando as suas condições de possibilidade. Lanson já figurava sobre este viés ao tentar aperfeiçoar uma teoria adequada e com características humanistas que apresentavam uma burguesia instituída por indivíduos de cultura ou bons gostos, visto que tratava (ainda!) sobre termos ideológicos, cuja força, formadora do texto, se relaciona com a estrutura de poder com o poder da coletividade social.
A priori, não se deve propor algo somente pertinente a um poder social comum e demasiadamente rigoroso por se tratar de uma valia e efeitos que as obras possuem e interpretam sobre uma leitura da sociedade. Deve-se, no entanto, expor elementos que exprimam análise a despeito da produção textual de acordo com fatores intrínsecos relacionados a valores de julgamento que o levem a uma transmissão de ponto de vista que explique o texto em seu entendimento que se organiza por meio do contexto concernente ao momento histórico em que a obra foi escrita.
Por conseguinte, definir o objetivo sensato da teoria derivaria de pressupostos lógicos quanto aos discursos que a definem como tal se apresenta ou como deve ser; alinha-se a algumas argumentações de que houvesse diversas conjecturas literárias, enquanto que deveríamos nos contentar somente com a existência de uma teorização, tratada de forma cética e analítica, não que existisse apenas uma, mas como um processo de aprendizagem em que necessitaríamos chegar a um campo de ideias comuns para que não o tornasse tão conflitante como é.
O modelo pelo qual se aciona a literatura seria ainda pertinente a uma formação crítica e contextual sobre as suas condições de desenvolvimento, não se confundindo com uma mera síntese acerca de algum modelo de obra. Em referência a isto, desenrola-se uma distinção entre teoria da literatura e teoria literária, talvez, até ironicamente, por se tentar definir literatura de modo mais crítico e aceitável: enquanto a primeira se refere ao ramo da literatura geral e comparativa que designa a reflexão sobre suas condições; a segunda trata da reflexão sobre a criticidade da ideologia, compreendendo, assim, a teoria da literatura de acordo com o momento e o lugar em que é produzida. Além disso, a teoria literária se apresenta de acordo com os preceitos do formalismo russo, proposto por Roman Jakobson e marcada pelos ideais do marxismo. Terry Eagleton argumentava que a proposta do formalismo era um trabalho que colocasse a linguistica dentro do conjunto literário; logo, poderia dizer que a maior preocupação dos formalistas estava estagnada na estrutura da linguagem, dando ênfase ao conteúdo e à forma literária, ou seja, o conteúdo motivava o modo como se constituiria uma obra, já que a literatura seria um tipo especial de linguagem em contraste com a linguagem comum. Porém, a teoria literária usaria as proposições formalistas, mencionando ainda mais a crítica da ideologia (ou de um bom senso literário) e a análise linguística, que emprega, no processo comunicativo, diversos meios para o uso da nossa linguagem – os quais vão desde a base articulatória da língua até a cognitiva, relações entre o homem e o mundo social em que este vive.
Consequentemente, liga-se a reflexão literária sobre as noções comuns da literatura ao bom senso criativo, intuindo os principais alvos da teoria para um discurso sobre o tema, que, implicitamente, levá-lo-ia às definições que reduziriam os elementos literários. Ao construir um texto, deve-se ligá-lo a cinco hipóteses a fim de haver sucesso com a produção: um autor, um livro, um leitor, uma língua e um referente. Quando sucede a uma invenção, conclui-se que há uma necessidade de precaver de cuidados que advêm de uma crítica e história sobre a qual irá se perpetuar o nível de intelecto satisfatório para a entrada de conteúdo satisfatório a determinada situação contextual. Permanece a insistência alternativa entre teoria e senso comum para a realização de um estudo literário com respostas possíveis, aceitáveis, cuja expectativa gire em torno de normas éticas e existenciais em torno de um dilaceramento que seja interdependente. Ou seja, as informações utilizadas devem girar em torno de si mesmas: o papel do autor pode ser algo estático, ligado a si próprio; a literariedade pode não contribuir tanto ao papel do leitor, ser uma autoliterariedade.
Em um sentido bem amplo, procura-se chegar a uma definição do que seria a literatura dentro de termos que chegariam a coagir com os valores sociais, críticos e simplistas para questionar o surgimento deste feitio de estudo com a finalidade de mover a história a um aglomerado de fatores persuasivos a construção literária, desde a sua concepção até o ápice. Entende-se que a literatura convém de aspectos tanto internos, podendo ser considerados informais, embora sejam aceitáveis até certo ponto, já que trabalhado pelo autor (mesmo que de forma limitada); quanto de aspectos externos, provenientes de apreciações condicionadas.
Descrever literatura segue, à risca, características que compreendem a unidade de uma nação e o seu próprio seguimento crítico. Percebe-se que todo conjunto literário se apresenta via regra de acordo com a cultura e com a época em que é feita. Assim como Platão e Aristóteles tentavam definir os gêneros literários, o primeiro dando ênfase ao lirismo, e o segundo, à dramaturgia e à épica na prosa; também, atualmente, se assinala a literatura em histórias em quadrinhos por haver critérios de valor, ideológicos, éticos e sociais. Seria algo muito tautológico falar sobre os temas trabalhados, pois toda a literatura é feita pelo que os escritores delineiam, tendo, portanto, uma extensão de acordo com os autores.
De acordo com o que é realizado numa obra literária, observa-se um consenso social que acompanha um conhecimento de mundo e dos homens que, segundo a tendência humanista, advém do que a tendência literária nos proporciona. Da mesma forma como Aristóteles e Platão, Horácio chegou a destacar a literatura como variados gêneros literários que ressaltam imaginações sobre o tema selecionado em sua arte poética de acordo com o ritmo, o tom e o metro, que deveriam ser respeitados pelo poeta. Não obstante, a função pode entrar em divergência com a sociedade, no sentido apreciativo, como também acompanhar algum movimento de época que é acolhida ou não pelo indivíduo. Assim como ocorreu no Brasil modernista que, com o processo evolutivo na visão da sociedade, houve um aumento da criticidade ao segregacionismo socioeconômico, visto a partir de um retrocesso político.
Com algum desenvolvimento conteudístico, nota-se um apego à essência de caráter constitutivista da temática que deveria ser evitado. Ocorreu na visão clássica um domínio qualitativo da forma literária: dominava a ficcionalidade junto à organização das ideias, dos significados (de acordo com o formalismo russo), da substância e da forma da expressão (sons e organização dos significantes, respectivamente). Ou seja, a ficção, para a poética clássica, é caracterizada como modelo ou conceito de conteúdo.Em nome dessa distinção, assevera-se que a literatura obtém um fim em si mesmo. Embora haja certa inclinação à linguagem cotidiana, intui-se que há uma exigência de se separar a elocução comum para a valorização do uso mais literário para a opacidade a fim de ser mais perceptível, explorar o material linguístico. Assim fazia Jakobson: colocava a literariedade junto ao uso propriamente da linguagem determinada com um uso mais auto-referencial, extraindo os pontos estranhos da literatura para a condição verbal do texto.
Não que houvesse ato de preconceito por parte da literatura, mas sim visões diferentes neste amplo campo de discurso, o que traria polêmica para se chegar a um conceito certo ao relacionar diversos tópicos com normas de comunicação. Os elementos linguísticos poriam referência à tradução da poeticidade que, segundo Jakobson, insistiria na mensagem propriamente dita, não retirando os tópicos que a formariam; continuaria com as outras funções (locutor, receptor, referente, código e contato), mas com predominância no texto, não distinguindo as formas literárias das linguisticas que se tornariam mais visíveis.
Assim, a realidade literária nos leva à implicação da linguagem como formação dos estudos da literatura ligada a termos de análise crítica em relação à norma textual utilizada a partir de contextos da sociedade que fazem dele um uso literário, não se abordando somente a sua origem. Assim, ressalta-se a predominância discursiva sobre a posição que varia da norma ao desvio do conceito.
Enfim, conclui-se que a literatura se compõe de acordo com petições de princípios; é posta pelas instituições, sejam professores, editores, entre outros, o que dificultaria passar das dicotomias literárias: da forma ao conteúdo ou da forma à compreensão. Destaca-se ainda a posição que grupos sociais depositam no próprio poder sobre os outros, apesar de os limites literários mudarem com o tempo.




sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Resenha: Negra Rosa & e outros poemas, de José Neres




A poesia sempre nos trouxe modos de um olhar o mundo sob diversos aspectos por meio de sua sonoridade e ritmo, debatendo sob os diversos temas que norteiam a construção da história do mundo e, consequentemente, do ser humano.

Alguns poetas conseguem destacar-se na criação literária pela boa escolha das palavras e pelo seu bom posicionamento sintático, o que demonstra bom conhecimento de termos literários. Em vários locais do Brasil, pudemos perceber muitos destaques dentro da poesia, e o Maranhão berço de muitos. Um deles é o professor, escritor e poeta José Neres, que ainda ocupa uma das cadeiras da Academia Maranhense de Letras.


Em um de seus excelentes  livros, Negra Rosa & outros poemas, José Neres divide seu livro em três partes: a primeira apresenta poemas com diversas estruturas - do soneto ao verso livre - sobre o mesmo tema (Negra Rosa), colocando cada poema como se fosse um capítulo dessa história poética; a segunda nos traz conjunto de dez sonetos com o mesmo teor social; e a terceira nos traz diversos poemas com diversas estruturas e os mais variados temas.

O livro nos traz mensagens fortes sobre questões sociais e históricos desde o seu início, mostrando-nos a capacidade poética de Neres:


I
A profecia 

Uma linda negra aqui virá
Para livrar seu povo da escravidão
Moça virgem, o céu merecerá
Pois ela ao prazer sempre dirá não. [...]


V
A resposta 

[...]
Se o senhor da história
Não sabe, eu vou contar.
Tudo o que aconteceu
Faz muito tempo um rei
Chamado Sebastião
Numa batalha morreu 

Deixando o reino sozinho
Aos gostos de nova lei,
Mas o corpo não foi achado.
O rei Dom Sebastião
Na batalha não morreu
Virou o ser encantado [...] 

Estas estrofes demonstram como o poeta é capaz de escrever de forma simples, mas concisa fatos históricos demonstrando importância para esta época. Não muito distante, também descreveu parte de sua cidade, além do teor social:

Nove

Na rua do Sol um menino há
Cuja pele de tanto frio treme,
Lá na rua dos Prazeres está
Uma velha que de tanta dor geme.

A rua do Egito leva ao mar,
Que lava o sangue que sai da Alegria
Depois d'Alecrim e Horta irrigar
E no Ribeirão levar novo dia [...] 

Notam-se a métrica e o encadeamento do poema breve, mas que demonstram capacidade de construir versos coerentes capazes de formar o poema com uma estrutura forte e engenhosa. A construção poética do livro Negra Rosa & outros poemas apresenta a inteligência literária do escritor que, por meio de diversos tipos de poemas, soube passar ao seu leitor a mensagem desejada. Este é um livro cujo conhecimento poético, literário, social, lírico e crítico merece ser lido inúmeras vezes.



para o Clube de Leitura Amei Ler (encontro de julho/2019)

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

13ª Feira do Livro de São Luís (Felis)

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A 13ª Feira do Livro de São Luís já tem data e local definidos: será no Multicenter Sebrae de 11 a 20 de outubro e trará o tema “O Brasil Atemporal na Obra de Aluísio Azevedo”. A entrada da Feira será gratuita, sem limitação de idade, e o funcionamento ocorrerá das 10 às 22h.


PATRONO DA 13ª FEIRA DO LIVRO DE SÃO LUÍS: ALUÍSIO AZEVEDO 

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Aluísio Azevedo nasceu em São Luís, no dia 14 de abril de 1857, e faleceu em Buenos Aires, Argentina, no dia 21 de janeiro de 1913. Fundador da cadeira número 4 da Academia Brasileira de Letras, Aluísio foi considerado pioneiro do Naturalismo no Brasil. Suas principais obras foram: Uma lágrima de mulher (sua primeira obra publicada em 1879); O Mulato; Casa de Pensão (romance que consagrou o autor); O Cortiço.


HOMENAGEADOS DA 13ª FEIRA DO LIVRO DE SÃO LUÍS

  • Rosa Mochel;
  • Dreyfus Azoubel.

ESPAÇOS DA 13ª FEIRA DO LIVRO DE SÃO LUÍS
  • Auditório Aluísio Azevedo - capacidade de 200 pessoas com objetivo de mostrar palestras, apresentações artísticas e outras atividades com o tema sobre o patrono;
  • Casa do Escritor - para lançamento de livros de escritores maranhenses;
  • Café Literário - para promover literatura, bate-papo com poetas, escritores e intelectuais;
  • Casa do Professor - para palestras e conversas com educadores;
  • Espaço da Juventude - voltado para o público jovem.

NOVIDADES DA 13ª FEIRA DO LIVRO DE SÃO LUÍS
  • Oficinas com certificados;
  • Espaço Setorial, que visa promover entendimento sobre o universo das pessoas que possuem alguma deficiência;
  • Aulão do ENEM, que contará com 7 professores de diversas disciplinas com objetivo de dar aula para o ENEM em um auditório para mil pessoas. No entanto o espaço também será usado para palestras e apresentações artísticas.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Resenha, Atalhos, de Maria Thereza de Azêvedo Neves

NEVES, Maria Thereza de Azêvedo. Atalhos. São Luís: Lithograf, 2005.

Disponível na Livraria AMEI,
no São Luís Shopping

Maria Thereza de Azevedo Neves representa o que há de melhor na literatura maranhense atual. Com uma escrita bem estruturada e consistente, a escritora consegue descrever cenários por meio de uma narrativa linear e bem simples, mas que consegue atrair atenção do leitor.

Em seu livro Atalhos, Maria Thereza apresenta diversos contos, cada um com uma estrutura similar, mas com diversos temas, cujas diferenças não a impediram de escrever com qualidade do início ao fim do livro. Afinal, não é para menos: a escritora possui uma tradição literária de excelência, pois é neta do escritor Américo Azêvedo, irmão de Aluísio e Arthur Azêvedo.

Seu livro Atalhos é uma “Herança de Deus” (título de um de seus contos) e é exemplo de um exímio livro da literatura maranhense que sempre foi predisposta a ser um berço de escritores de imensa qualidade literária que conseguem ver a vida e o mundo por meio da literatura.
- Coragem, Benedita... Força, que teu filho precisa de teu suor, de tua coragem.
Ah, precisasse ele de seu sangue.
Benedita, cansada e feliz, via seu negrinho crescendo sadio, fazendo papel bonito na escola. (NEVES, 2005, p.30)
E em Atalhos, a escritora conseguiu, de fato, mostrar a nossa vida real mostrando cenários da nossa São Luís, como no bem escrito conto “Em noite de lua nova”.
A Travessia da Pintombeira, no centro de São Luís, curta e essencialmente residencial, é uma ruazinha de casas antigas de ricas e tradicionais famílias maranhense. Com a violência crescendo, um clima de inquietação e medo se estabeleceu, entre as famílias. (NEVES, 2005, p.82)
Atalhos é um livro que vale a pena ser lido por mostrar a proeza de uma bela escrita, desde a extraordinária descrição e construção de seus personagens e cenários, além de os temas terem sido bem trabalhados.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Resenha: O ofício de matar suicidas, de José Ewerton Neto

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José Ewerton Neto é um dos grandes prosadores maranhenses de nossa atualidade. Ele possui uma criação literária que mescla textos muito bem estruturados com uma articulação sensata de ideias, o que torna seu trabalho excelente.
Notamos que a cada geração encontramos escritores que se destacam pelo modo como consegue trabalhar um enredo com cenas bem descritas e demonstrar a natureza humana por meio de seus personagens. É deste modo que José Ewerton Neto constrói seu livro "O ofício de matar suicidas", cujo enredo conta a história de um homem que coloca um anúncio no jornal com o objetivo de ajudar suicidas que não possuem coragem de cometer este ato.

Quando coloquei o anúncio no jornal, sabia que muita gente não iria entender, mas os suicidas sim, e era só isso que me interessava. Dizia assim: "Para os suicidas sem coragem, uma ajuda. Tel. 245-3400". (EWERTO NETO, 2015, p.1) 

A cada capítulo o narrador-personagem mostra cada cliente para qual trabalhou e a cada um demonstra a real natureza do homem que, muita das vezes, se preocupa mais com seu próprio ego e com o imediatismo de um mundo globalizado e capitalista, embora muitos de seus clientes não possuam motivo concreto e aparente para o suicídio. 

Mas, todas as vezes que eu me propunha a isso, após dois ou três dias era acometido de uma sensação de vazio muito maior. (EWERTO NETO, 2015, p.68)
[...] e de meus feitos extraordinários no ramo do mercado de suicidas não foi levada em consideração pela polícia, que se limitou a classificar-me como esquizofrênico, isso em atenção ao fato de haver escorregado em um bom volume de preciosos reais para suas mãos ávidas. (EWERTO NETO, 2015, p.81)  

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Disponível na Livraria AMEI,
no São Luís Shopping

O suspense do livro nos prende por sua leitura boa e fluida que nos permite discutir sobre as diversas concepções acerca do eu interior de seus personagens que vivem em uma sociedade marcada pela ganância. Assim, de história a história e por meio de um suspense muito bem trabalhado, o autor nos leva a querer saber mais o final do livro.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Lista de livros

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Resolvi criar uma lista de livros que li ao longo da minha vida. Não é uma lista em ordem de maior importância; é apenas recomendação. Embora haja 50, há muito mais livros que eu queria recomendar, no entanto vão só esses por enquanto. 

Boa leitura!

1. Antologia poética, de Vinicius de Moraes;
2. Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de Andrade;
3. Toda poesia, de Paulo Leminski:
4 . Coleção melhores poemas, de Mauro Machado;
5. Pátria de exílio, de Nauro Machado,
6. A luta corporal, de Ferreira Gullar;
7. Poemas satíricos, de Gregório de Matos;
8. Poética, de Aristóteles;
9. Sonho de uma noite de verão, de William Shakespeare;
10. A relíquia,  de Eça de Queiroz;
11. Carta ao pai, de Franz Kafka;
12. Na colônia penal, de Franz Kafka;
13. Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago;
14. Doze, de Nick McDonell;
15. Precisamos falar sobre Kevin, de Lionel Shriver;
16. As vantagens de ser invisivel; de Stephen Chbosky,
17. A menina que roubava livros, de Markus Zusak;
18. Harry Potter e a pedra filosofal, de J.K. Rowling;
19. Luís, o bem-amado, de Jean Plaidy;
20.O conto da Aia, de Margaret Atwood; 
21. It, a coisa, de Stephen King;
22. O Guarani, de José de Alencar;
23. Dom Casmurro, de Machado de Assis;
24. O Alienista, de Machado de Assis;
25. O Quinze, de Rachel de Queirox;
26. Os Sertões, de Euclides da Cunha;
27. Meninos no poder, de Domingos Pelegrini;
28. Como Se, de Cláudia Chigres;
29. Todo o tempo do mundo, de Maurício Gomyde;
30. Surpreendente, de Maurício Gomyde:
31. Geração Sub Zero, sob organização de Felipe Pena;
32. Nove noites, de Bernardo de Carvalho;
33. A resistência, de Julián Fuks;
34. Janelas Fechadas, de Josué Montello;
35. Úrsula, de Maria Firmina de Reis;
36. O mulato, de Aluísio Azevedo;
37. Mensagem, de Fernanda Pessoa;
38. Sonetos, de Florbela Espanca;
39. Primeiras poesias, de Jorge Luis Borges;
40. Livro do desassossego, de Fernando Pessoa;
41. A revolução dos bichos, de Geroge Orwell;
42. O menino do pijama listrado, de John Boyne;
43. O menino no alto da montanha, de John Boyne;
44. O diário de Anne Frank;
45. Poesias 1902-1917, de Fernando Pessoa;
46. Sonetos, de Luís de Camões;
47. Frankenstein, de Mary Shelley;
48. Tio Vânia, de Tchékhov;
49. Os melhores jovens escritores brasileiro (Revista Granta);
50. Poesia com Rapadura, de Bráulio Bessa.